Todos os dias me lembro dele, assim como da minha intenção de o dar a conhecer: Alberto Montt, um dos ilustradores/cartoonistas mais fantásticos que descobri nos últimos tempos.
alberto montt en dosis diarias
Cosas que ilustro cuando ilustro cosas
Todos os dias me lembro dele, assim como da minha intenção de o dar a conhecer: Alberto Montt, um dos ilustradores/cartoonistas mais fantásticos que descobri nos últimos tempos.
alberto montt en dosis diarias
Cosas que ilustro cuando ilustro cosas
}} Chad Webb {{
(c) Chad Webb
}} Jeremy Brooks {{
(c) Jeremy Brooks
}} Mathias Pastwa {{
(c) Mathias Pastwa
}} William Rugen {{
(c) William Rugen
}} Mauricio Sapata {{
(c) Mauricio Sapata
}} Damien Franco {{
}} Cesar Tardaguila {{
}} William Fawcett {{
}} Ed Zawadzki {{
O tempo nunca chega, nunca sobra, não se pode comprar ou vender. Os dias, horas, minutos e segundos são iguais para todos. O tempo é democrático, socialista, equalitário. Não faz distinções de cor, raça ou orientação sexual. Não lhe interessa se somos ricos ou pobres. Passa de igual forma para todos os seres do mundo visível e invisível.
O tempo é um filho da puta ganancioso que nunca dá nada a ninguém. Só tira. Quando o nosso tempo se esgota, não há negociação possível. O que nos resta, então? Memórias de uma vida passada a correr. O tempo deixa a sua marca nas rugas que ficam vincadas no nosso rosto, de rir, de chorar, das preocupações e alegrias. Há quem as queira apagar, mas o tempo é vingativo, arranja sempre forma de nos recordar que, no final, é ele o mestre e senhor da nossa existência.
Tudo na vida tem um preço, excepto o tempo. Tempo é dinheiro, dizem muitos. Mas, digo eu, porque não o podemos utilizar para comprar tempo? O tempo passa e só ficamos com as lembranças: momentos bem passados com a família e amigos, amarguras causadas pela triste condição que é viver contra o relógio, pessoas que amámos, pessoas que nos amaram, pessoas que odiámos e nos odiaram, o que perdemos, os objectivos alcançados.
O tempo espera, na sua poltrona de marfim branco, a paciência é uma virtude que há muito adquiriu. Olha para nós, sorrindo, com um ar quase paternal, perante os nossos esforços patéticos para o dominar. Sabe que não pode ser controlado, apenas aproveitado. Felizes são aqueles que nunca desperdiçaram um segundo na sua vida. Somos tão pequenos como as formigas que pisamos, no nosso corre-corre diário – no final, e só aí, é que nos recordamos disso. Quando somos jovens queremos que o tempo avance depressa; quando crescemos, queremos o contrário, voltar atrás, refazer, melhorar, pedir desculpa, não hesitar. O tempo, esse que tudo vê, continua a sorrir. Será que nos acha patéticos?