.sons de setembro

30 09 2008

Não tenho publicado nada nos últimos tempos. Falta-me não o tempo, mas a vontade e disciplina para me obrigar a publicar o que quer que seja. Neste último dia de Setembro, mês da nostalgia e, pelo menos antes do aquecimento global, prelúdio de um Inverno que se aproxima, publico, como vem sendo hábito, algumas sugestões musicais, adequadas a diferentes gostos e ocasiões.

1. Tilly and the Wall – O [Team Love, 2008]
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Tilly and the Wall | Pot Kettle Black

2. Coco Electrik – Army Behind the Sun [Oscillation Records, 2007]
{myspace}

3. Gram Rabbit – Cultivation [Stinky, 2006]
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Gram Rabbit | Bloody Bunnies

4. Koop – Koop Islands [K7!, 2006]
{site oficial | myspace}

Koop | Koop Island Blues

5. Janet Klein and her Parlor Boys – Oh! [Coeur De Jeanette, 2006]
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Janet Klein and Her Parlour Boys | Baltimore

6. World/Inferno Friendship Society – Addicted to Bad Ideas [Chunksaah, 2007]
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7. Wendy McNeil – Such a Common Bird [Spirit River Distribution, 2004]
{site oficial | myspace}

Wendy McNeill | Black Angus

8. Santogold – Santogold [Downtown, 2008]
{myspace}
\\altamente recomendado!!!!!!!!!!!//

Santogold | Lights Out





.velhos são os trapos

12 09 2008

O T. hoje faz 27 anos (YEAH PARABÉNS!!!). Não falta muito para o meu aniversário…estou a ficar velho. OK, toda a gente diz isso, e sim é um facto da vida, e não há nada que possamos fazer em relação a isso. Mas estou. Não velho no sentido de decrépito e senil, nada disso (se bem que não há-de faltar muito!). Velho no sentido de sentir saudades. Não do quê ou de quem, mas do quando. Do tempo vagaroso em que as nossas vidas progrediam. De não estarmos sempre a sentir a pressão de estar a ficar para trás, de não conseguir acompanhar. O hype de agora já o deixou de ser quando acabar esta frase. Combinamos encontros e desmarcamos cinco minutos antes, porque já não nos apetece. Deixámos de ouvir música, ouvir mesmo, passar horas a tentar perceber o que é que nos queriam dizer, o que é que alguém sentiu, porque é aquela letra, e especialmente aquela, parecia ter sido escrita para nós, parecia, ou melhor, era a história da nossa vida. Quando é que se deixou de acreditar que a música era o veículo perfeito para passar a mensagem? Ainda há realmente quem acredite, e queira salvar o mundo, sem pensar apenas em promoção ou ganhos? Deixámos de olhar o mundo com atenção, os pormenores, as cores, os detalhes. Deixámos de ouvir, aos outros e a nós mesmos, anestesiados pela música descartável que deixaremos de querer ouvir amanhã, quando surgirem as novidades ao alcance de um clique, dois segundos, já está, paga e amanhã é outro dia.

Por falar em saudades…

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