.vozes do passado

24 11 2008

Páro e escuto? O quê ou quem, não me recordo, são vozes que me sussurram ao ouvido e não consigo distinguir. Falam-me de um passado que não conheço, será uma vida que vivi em tempos? Serei eu nestas imagens que desfilam à frente dos meus olhos, fragmentos de alguém que não consigo identificar? Serão minhas as palavras que não me recordo ter pronunciado?

Há dias assim, em que não sei se vivo ou deixo viver, se existo ou faço por existir. Talvez seja da chuva que me deixa melancólico ou do frio que me faz preguiçoso. Talvez seja apenas eu, que sou assim porque nunca me ensinaram a ser de outra forma. Há dias assim, em que a pele que visto não parece ser minha, talvez a tenha pedido emprestada por momentos, para ver se servia, se assentava bem num corpo que pode nem ser meu. Eu posso ser outro, sentado num banco de jardim num dia frio de Outono, que vê as árvores pintadas de vermelho e amarelo, de cuja face escorrem gotas de chuva em forma de lágrima, que se limita a deixar a vida passar à frente de dois olhos secos por não se lembrarem do que é sentir.

Nunca tive oportunidade de dizer adeus. Um dia, talvez o faça. Ou não.

saying goodbye

_more@fxthegallery ::: listening to Tara King Th. – A Sigh of Relief





.não há nada mais assustador que uma página em branco

22 11 2008

68_013companions_web_5

Uma folha em branco. O terror supremo de todos os que sentem a necessidade de criar. Será o medo da mediocridade ou a possibilidade de nos colocarem numa gaveta, devidamente etiquetada e referenciada para fácil acesso, para que mais tarde se possa ver, ler, tocar, dissecar, tirar conclusões erradas, criar interpretações sobre o que se queria dizer, o que se estava a sentir, o porquê da vírgula e do ponto final? Será medo de decepcionar os outros? Ou, talvez, o medo da decepção que sentimos quando nos apercebemos que o mundo continua a girar, mesmo que a folha continue em branco?

As horas passam e a folha continua imaculada e intocável, olhando para nós com desdém, troçando vitoriosa da nossa fraqueza.

Cada vez que pego numa caneta ou me sento à frente do computador, tenho noção da força, do poder, da pressão que exerce em mim uma folha em branco. Por isso decido que a devo enfrentar. Não serei o escravo e sim o senhor. Porque sou eu que quero, que decido, que controlo. Deixo de lado ideias pré-concebidas e preconceitos alheios. Lembro-me de todos os que me apoiam, que acreditam em mim, que querem saber o que penso ou sinto, que me dão a conhecer os seus receios, que me ajudam a encontrar as palavras certas para contar histórias que nem sempre são minhas.

O vazio também me assusta. Mas para perder o medo, tenho de lhe fazer frente.





.testes e mais testes e mais testes

13 11 2008

Em jeito de desabafo…

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Odeio-te worpress.com por não me deixares embeber o meu slideshow do flickr!!! Tenho os pés frios.