Make The Girl Dance Baby Baby Baby
{myspace}
{via design puro*}
Make The Girl Dance Baby Baby Baby
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A estupidez das pessoas é infinita. Das muitas formas que me ocorreram para começar este post, esta é, sombra de dúvida, a vencedora. Não é nada de novo. Todos nós já chegámos a essa conclusão, mais do que uma vez, em diversas ocasiões – e, tenho a certeza, qualquer um de nós consegue, sem grande esforço, pensar num bom número de pessoas que podemos rotular como estúpidas. Claro que resta sempre a questão: será que as pessoas estúpidas reconhecem a sua própria estupidez? Ou pensarão que aquela sensação de desconforto que não conseguem identificar é azia ou coisa do género?
Há várias coisas que me levam a considerar as pessoas estúpidas; uma das mais graves (senão a mais grave) é julgarem que possuem algo que as torna especiais, melhores ou superiores aos outros, sem se aperceberem que, acima de tudo, a única coisa que verdadeiramente as individualiza é a sua própria mediocridade, numa relação de proporcionalidade directa. Quanto maior a estupidez, maior a necessidade de a mascarar. Infelizmente, estupidez e burrice raramente são sinónimos – porque, mal por mal, a burrice sempre pode ser tolerável.
As pessoas estúpidas irritam-me. Muito. Irritam-me mais por me deixarem irritado, por não as conseguir ignorar, por não conseguir deixar de tentar mostrar-lhes o quão estúpidas são. Num mundo perfeito a estupidez seria um pecado capital, com uma punição adequada à sua gravidade (continuam a ocorrer-me pandas furiosos armados com canas de bamboo aguçadas).
Há dias assim, em que nos permitimos ser fúteis e simplesmente não queremos saber. Porque todos temos o direito, de vez em quando, de desligar e deixar as coisas importantes de lado, as causas, os problemas, os dilemas existenciais. Há dias assim, em que melodias pop ajudam a pintar a realidade de um rosa imaginário, disfarce discreto e temporário de um negrume permanente.
Lily Allen The Fear {myspace | site oficial}