.o nariz do pinóquio

19 07 2009

Quando já não acreditava ser possível ser (mais) enganado pelo “síndroma do pinóquio” que assola as empresas portuguesas, vejo-me envolvido numa situação que nunca pensei possível…A história conta-se assim… entrei no dia 20 de Maio na Companhia das Letras, logo após uma entrevista na qual me foi apresentado um projecto que julguei interessante e profissionalmente estimulante e durante a qual informei que já tinha sido enganado com uma situação relativa aos estágios do IEFP, sendo que aliás eles denotaram que leram um artigo neste blog onde denunciava um estágio ilegal no Carga de Trabalhos…

via emoglobina

Mais uma história que retrata a miséria que é trabalhar em Portugal e a esperteza saloia que caracteriza a maior parte dos ditos empresários tugas. Ainda bem que fazemos parte do Primeiro Mundo e somos civilizados; ainda bem que só em África ou na China é que há exploração e desrespeito pelos direitos dos trabalhadores. Dei os meus parabéns ao jovem que denunciou esta situação e que está a fazer tudo o que está ao seu alcance para punir os culpados. Talvez se o seu exemplo fosse seguido, alguma coisa mudasse e os empresários portugueses deixassem de tratar quem trabalha para eles como lixo.





.i am not a robot

18 07 2009


_Marina and The Diamonds | I am not a robot
{myspace | site oficial}

Os últimos meses têm sido mais complicados do que pensava. A carga de trabalho aumentou na mesma proporção que o cansaço, às responsabilidades juntam-se as preocupações, aos desafios diários as incertezas futuras. Há dias em que me apetece entrar no carro e partir, deixar tudo para trás, ver o presente tornar-se num pequeno ponto imperceptível, misturado na paisagem passageira reflectida no retrovisor.

Cansa-me a lengalenga que não muda: queremos mais, em menos tempo, por menos dinheiro, mesmo que isso signifique um sacrifício que, no final, sabemos nunca compensar. Se paramos somos ultrapassados, a selva está cada vez mais recheada de predadores e Darwin bate as palmas de contentamento, só os mais fortes sobrevivem. Se cruzar os braços nunca foi opção, resta-nos apenas aguentar o embate – e, no final, ter esperança que haverá algo a aprender com tudo isto.