.stripping

19 09 2009




.interlúdios

2 09 2009

Espero impaciente que o scanner cumpra a sua função para ir dormir. Sou teimoso, apesar de tudo, a emoção da espera e a surpresa do inesperado levam-me a continuar o meu registo analógico, sou um dinossauro que ainda não se apercebeu do cometa que ensombra a luz do Sol. Releio as notas escritas com caneta de gel, gatafunhos que testemunham as histórias que nunca deixarão de existir por terem sido imortalizadas no papel, tenho de negociar com o tempo breves minutos para um dia as partilhar.





.recuerdos #05

2 09 2009

{as memórias de 28 de Agosto}

Último dia dedicado às visitas turísticas, a contagem decrescente começa, o retorno à realidade aproxima-se. Desço do Conde Redondo até ao Rossio, a pé como habitual, e dirijo-me à Sé de Lisboa – aprendo que para ir até lá é só apanhar o 28, fica o registo para quando os pés se recusarem a andar mais. Na Sé, sento-me por momentos, observo, registo, visito o claustro com as suas inúmeras capelas, a escavação arqueológica mostra ao visitante camadas de história enterradas que esperam para ver a luz do Sol; penso no que deixaremos aos nossos descendentes, será que o turista do futuro olhará com a mesma admiração para as estruturas de betão, aço e vidro, onde nos movemos pela fé no dinheiro, impulsionados pela necessidade de ter? Subo ao primeiro andar e visito o Tesouro da Sé, que alberga uma grande variedade de relíquias, artefactos, estátuas e manuscritos associadas ao culto de São Vicente, santo padroeiro da cidade de Lisboa.

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