.mankind is no island

1 06 2009

{by Jason van Genderen, Treehouse Creative}





.alberto montt

20 08 2008

Todos os dias me lembro dele, assim como da minha intenção de o dar a conhecer: Alberto Montt, um dos ilustradores/cartoonistas mais fantásticos que descobri nos últimos tempos.

alberto montt en dosis diarias
Cosas que ilustro cuando ilustro cosas








.indignações estéticas

27 04 2008

Já tinha feito anteriormente um comentário às novas tendências do mundo da arte (ver aqui) onde, aparentemente, o que anda a dar é arranjar maneira de explorar a morte como elemento criativo. Se um decide matar animais, porque não poderá outro fazer o mesmo com seres humanos? Ao que parece, deve ser isso que pensa Gregor Schneider, artista plástico alemão que propõe nada mais, nada menos, do que expor um doente terminal que esteja disposto a morrer lentamente numa galeria de arte.

“O artista defende a sua ideia com o argumento de que tornar a morte pública pode contribuir para amenizar o medo do momento final da vida.” [in Expresso]

O conceito tem a sua validade: a morte, nossa e dos que nos são queridos, é inevitável. É a única certeza que temos durante a vida: nascemos para morrer. O que não implica que não o façamos de forma digna e, sinceramente, não me parece que alguém que olha para o calendário em contagem decrescente, o consiga fazer rodeado de estranhos sedentos de emoções artísticas e orgasmos conceptuais. Correndo o risco de me tornar repetitivo, volto a perguntar: se, no meio disto tudo, o objectivo é ajudar os incultos e ignorantes a tomar consciência dos factos terríveis da vida, porque é que o artista, tão preocupado com o vazio intelectual que nos afecta a todos, não se fecha numa redoma e definha lentamente até ver a luz?