.recuerdos #05

2 09 2009

{as memórias de 28 de Agosto}

Último dia dedicado às visitas turísticas, a contagem decrescente começa, o retorno à realidade aproxima-se. Desço do Conde Redondo até ao Rossio, a pé como habitual, e dirijo-me à Sé de Lisboa – aprendo que para ir até lá é só apanhar o 28, fica o registo para quando os pés se recusarem a andar mais. Na Sé, sento-me por momentos, observo, registo, visito o claustro com as suas inúmeras capelas, a escavação arqueológica mostra ao visitante camadas de história enterradas que esperam para ver a luz do Sol; penso no que deixaremos aos nossos descendentes, será que o turista do futuro olhará com a mesma admiração para as estruturas de betão, aço e vidro, onde nos movemos pela fé no dinheiro, impulsionados pela necessidade de ter? Subo ao primeiro andar e visito o Tesouro da Sé, que alberga uma grande variedade de relíquias, artefactos, estátuas e manuscritos associadas ao culto de São Vicente, santo padroeiro da cidade de Lisboa.

Leia o resto deste artigo »





.recuerdos #04

30 08 2009

{as memórias de 27 de Agosto}

O dia começa no LX Factory, fábrica de ideias com ar trendy, temperada com decadência q. b., o novo urbano redefinido por visões de progresso. A tijoleira e o estuque a cair das paredes são o novo preto. O trajecto de hoje leva-me a Belém, na tentativa de recuperar memórias de uma infância já longínqua, das visitas que permitiam testemunhar a grandeza que já foi Portugal. A viagem de eléctrico decorreu sem grandes incidentes, se não contarmos com a senhora alemã cuja mochila ficou presa na porta; tendo em conta que nunca fui grande adepto de me movimentar em Lisboa de autocarro ou eléctrico, tomo nota que, em viagens futuras, convém inteirar-me das paragens que antecedem a minha, ou arrisco-me a ir parar sabe-se lá onde.

Leia o resto deste artigo »





.recuerdos #03

28 08 2009

{as memórias de 26 de Agosto}

Usada como metáfora para a vida, uma subida é sempre um obstáculo difícil de transpor, principalmente porque as mazelas (uma forma poética de me referir às bolhas nos pés, troféus do dia anterior) relembram-me uma velha máxima do Caminhante: usar sempre calçado adequado. Vagueio, sozinho como habitual, pelas ruas de Lisboa, saboreando a liberdade de poder escolher o meu caminho, de parar sempre que me apetece, do silêncio apenas quebrado pelo pedido de um café ou garrafa de água (devia ser interessante andar a falar sozinho por aí, aposto que a minha popularidade aumentava num instantinho). Há algumas desvantagens, claro: de vez em quando, mas só de vez em quando, sinto saudades de uma caminhada acompanhada por risos ou conversas banais.

Leia o resto deste artigo »