{as memórias de 28 de Agosto}
Último dia dedicado às visitas turísticas, a contagem decrescente começa, o retorno à realidade aproxima-se. Desço do Conde Redondo até ao Rossio, a pé como habitual, e dirijo-me à Sé de Lisboa – aprendo que para ir até lá é só apanhar o 28, fica o registo para quando os pés se recusarem a andar mais. Na Sé, sento-me por momentos, observo, registo, visito o claustro com as suas inúmeras capelas, a escavação arqueológica mostra ao visitante camadas de história enterradas que esperam para ver a luz do Sol; penso no que deixaremos aos nossos descendentes, será que o turista do futuro olhará com a mesma admiração para as estruturas de betão, aço e vidro, onde nos movemos pela fé no dinheiro, impulsionados pela necessidade de ter? Subo ao primeiro andar e visito o Tesouro da Sé, que alberga uma grande variedade de relíquias, artefactos, estátuas e manuscritos associadas ao culto de São Vicente, santo padroeiro da cidade de Lisboa.