.ode à estupidez

A estupidez das pessoas é infinita. Das muitas formas que me ocorreram para começar este post, esta é, sombra de dúvida, a vencedora. Não é nada de novo. Todos nós já chegámos a essa conclusão, mais do que uma vez, em diversas ocasiões – e, tenho a certeza, qualquer um de nós consegue, sem grande esforço, pensar num bom número de pessoas que podemos rotular como estúpidas. Claro que resta sempre a questão: será que as pessoas estúpidas reconhecem a sua própria estupidez? Ou pensarão que aquela sensação de desconforto que não conseguem identificar é azia ou coisa do género?

Há várias coisas que me levam a considerar as pessoas estúpidas; uma das mais graves (senão a mais grave) é julgarem que possuem algo que as torna especiais, melhores ou superiores aos outros, sem se aperceberem que, acima de tudo, a única coisa que verdadeiramente as individualiza é a sua própria mediocridade, numa relação de proporcionalidade directa. Quanto maior a estupidez, maior a necessidade de a mascarar. Infelizmente, estupidez e burrice raramente são sinónimos – porque, mal por mal, a burrice sempre pode ser tolerável.

As pessoas estúpidas irritam-me. Muito. Irritam-me mais por me deixarem irritado, por não as conseguir ignorar, por não conseguir deixar de tentar mostrar-lhes o quão estúpidas são. Num mundo perfeito a estupidez seria um pecado capital, com uma punição adequada à sua gravidade (continuam a ocorrer-me pandas furiosos armados com canas de bamboo aguçadas).

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