.truques

Não consigo perceber bem qual a razão que me impede de sair e sentir o frio da noite no meu rosto, marcado pela desilusão de um caminho que não tenho a certeza que escolhi seguir. Passo os dias a contemplar o infinito, na esperança de ver, ao longe, uma luz difusa que queira iluminar um trilho ensombrado pela incerteza.

A dor no meu pescoço é mais que física, é símbolo, é sinal, é aviso. Olho para as palavras que escrevo e não me reconheço nelas. Questiono-me acerca do momento em que deixei de sentir este corpo como sendo meu. Será que algum dia existi realmente?

Do ar olho para o mundo e respiro, sem pressas, o caos em que me movo confunde os meus sentidos: vejo os sons, oiço as formas, saboreio os toques.

Faltam-me na manga as cartas certas. Olho para cima e preparo-me: a subida vai ser longa.

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