.farrapos

O céu enche-se de farrapos laranja que cortam o azul do fim da tarde. Seguimos as placas, uma após a outra, para destinos desconhecidos, a borracha queima no asfalto esquecido pelo tempo e imaginamos como será chegar ao cume das montanhas, que guardam as memórias de quem há muito deixou de sonhar com as estrelas. No cimo existe um moinho abandonado e inacessível; um dia, chegaremos até ele, será que iremos descobrir no seu interior algo mais que a vegetação presa em paredes que ainda resistem aos elementos?

Chegam até nós histórias de infâncias perdidas, imagens, sons, lágrimas, revolta, desânimo, novos ciclos que nascem e nunca se quebram, anéis entrelaçados em espirais infinitas. As recordações são como um ferro quente que marca a pele, as dores atenuam mas nunca se esquecem. Só quando não é nossa se percebe a falta de uma palavra amiga ou de um toque meigo.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s