.repetições

Passo a passo, numa repetição mecânica pelas ruas iluminadas e despojadas de vida, sem consciência ou sentimentos que as impeçam de existir, movo-me a par de uma nostalgia indesejada. Não tenho pressa. Sei o meu destino mas esforço-me por demorar mais a chegar, estás perto e tão longe ao mesmo tempo, já não és um corpo que me aquece nestas noites frias que levam o sangue quente a recolher-se entre quatro paredes.

Estou consciente que as minhas escolhas me trouxeram até aqui, a esta terra que me continua a ser estranha, decorada com plástico e luzes baratas e água do cano que todos os males espanta, ao estar, apenas estar, , porque é este o estado que me resta, há luz e trevas dentro de mim que apenas esperam o momento para sair, a música abafa o mundo que passa em quatro rodas. Do outro lado da rua um homem passeia um cão tosquiado, branco como a neve que, a qualquer momento, poderia cair. Existes de novo mas não és mais que a projecção de um ideal que nunca será material, parte de um agora que já passsou mas teima em ficar.

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