.lunch time

Esperamos pelas massas e bebericamos o vinho, o odor frutado mistura-se com o chocolate dos cigarros fumados placidamente na mesa do lado. Lembro-me do cheiro e do sabor que deixava nos lábios, enjoativo, artificial.

Numa mesa afastada alguém tenta roubar uma batata, ao meu lado aproveitam uma distracção para saquear o macarrão fumegante.

Fala-se das matarruanas perdidas pelo mundo com sotaque francês. O picante estala na boca. Fala-se de vidas virtuais e teatros encenados à distância, da baba do caracol que há muito é o novo preto da indústria, de brinquedos sem leds e sistemas de som imbutidos em móveis. Na memória perdem-se os nomes mas perduram as sensações. Esperamos pelo café, o vinho ruboriza as faces e eleva os espíritos. Pelo telefone debitam-se lugares comuns e monossílabos que se confundem com o choro de um bebé impaciente.

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