.alvorada

Eram seis da manhã quando acordei de um sono profundo, povoado por sonhos que nunca existiram. Dizem que sonhamos todas as noites mas nunca me lembro, é pena, talvez encontrasse respostas para algumas das minhas questões.

Não estavas mais ao meu lado, do vazio deixado pelo teu corpo ainda emana o calor que procuro com tanta avidez. Dou contigo a olhar o horizonte, contemplando, sentindo, absorvendo o silêncio da madrugada com a sede de quem procura água no deserto. Unimos as nossas mãos iluminadas pela alvorada tímida. As cores multiplicam-se no infinito, as tonalidades dão lugar a padrões ininterruptos, o voo das aves quebra a monotonia do silêncio, o mundo acorda lentamente e continuamos absortos, só os dois a olhar para o horizonte.

O dia nasce sem aviso.

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