.dois igual a dois

Ensurdece-me o silêncio. Nas ondas criadas pelas carícias de uma brisa fresca não se escondem as respostas que procuro. Nem nas pedras. Nem no céu. Nem em lado nenhum. Começo a pensar que não há respostas ou, talvez, nunca tenha sequer existido uma pergunta.

A primeira coisa que me ocorre é levantar, sacudir a poeira das calças e correr, correr sem parar até ao carro, dá à chave, mudança, travão e acelerador, vai, volta para casa, fica, não quero saber.

A segunda coisa que me ocorre é escorregar até à água e deixar-me ir, deixar as ondas levarem-me até à ponte que vejo indefinida ao longe, deixar-me ir até não ser mais que gota e erva e bolha.

Por vezes, não há espaço para terceiras opções.

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