.o mafioso no carro branco

Prefiro enfrentar o frio à multidão. O ruído, no fundo, não desaparece, por mais que o tente abafar com a música demasiado alta. Sinto o maxilar dorido, é um trauma, diz o dentista, maior que um trauma é acordar o ninho de vespas, agora que comecei a remexer quem sabe o que vai aparecer.

O homem que sobe a encosta, todo vestido de preto, poderia ser um membro de uma Máfia de destino incerto; mas nunca, em momento algum, poderia conduzir um Renault Clio branco. Junto a esta tantas outras surpresas e desilusões e dou por mim a pensar se um estranho que me veja de longe imagina o quanto me dói o maxilar?

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