.no aqueduto

Senti a cabeça a ficar vazia com a altura que me separava de uma morte certa, caso o pé escapasse. Vestígios claros de fodas dadas na segurança da penumbra mostram doses maiores de realidade do que gostaríamos e leva-me a pensar se, por vezes, não seremos pouco mais que figurantes em ficções alheias. As pedras centenárias guardam os suspiros de amores finitos, que morrem pela mão de expectativas frustradas em que a fantasia dá sempre lugar à dura realidade.

Na vegetação, escondem-se olhos curiosos que se alimentam dos suspiros alheios, um carro chia queixando-se da actividade dos seus ocupantes, a pele cola, o vapor cega os vidros como cortinas etéreas.

Tudo é permitido a partir do momento em que lhe colamos um rótulo. 

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