.lugares sem tempo

A mudança que transforma é o compromisso que espelha o esgar atento do eterno. Beleza rara, evidente, vulgar, presa por fios de seda putrefacta, o fio parte e ondula, cai o pano e a máscara, saltam estilhaços que se infiltram na pele, encosta-se ao pescoço nu, corta e cai gota, vermelha como o fogo e doce como o mel, união que nos devolve ao tempo a que pertencemos.

Penso. Em mim e nos outros, nos minutos que gastamos em relações efémeras que terminam quando deixam de ser proveitosas a uma das partes. Relação e negócio andam de mãos dadas pela rua, numa promiscuidade abafada.

Gostava de não sentir nostalgia ao recordar as relações que fui estabelecendo ao longo dos anos, é-me difícil não ceder ao sentimentalismo.

Quando chegar a minha vez de partir rolarão lágrimas ou exalarão suspiros?

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