.arrumações

Estou numa espécie de balanço existencial. Digo espécie, pois para fazer um balanço da nossa vida é preciso pensar nela e, a título de aparte, pensar neste momento é uma actividade que me aborrece. Ponho mãos à obra para terminar uma tarefa que há muito adio, compilar a informação dispersa pelos cadernos e blocos que possuo, demasiados para uma vida só. Talvez me ajude a ter as ideias que, neste momento, me faltam; ou, simplesmente, me ajude a recordar palavras sábias escritas por outros:

“(…) uma oportunidade perdida só o é se nos esquecermos dela. O falhanço de hoje é, amanhã, uma bela história para contar.” // “A felicidade não pode ser só o que há, senão apodrecemos, mas também não pode ser só o que desejamos, senão ficamos com uma neurose de tanto ansiar pelo que há-de vir.” // “É por não saber nada dos outros que escrevo histórias sobre os outros. Para aprender. Haverá outra razão para fazer as coisas.”

Rui Zink inLuto pela Felicidade dos Portugueses