When things go wrong, as they sometimes will,
When the road you’re trudging seems all uphill,
When the funds are low and the debts are high
And you want to smile, but you have to sigh,
When care is pressing you down a bit,
Rest! If you must-but never quit.
Life is queer, with its twists and turns,
As every one of us sometimes learns,
And many a failure turns about
When he might of won if he’d stuck it out;
Stick to your task, though the pace seems slows-
You may succeed with one more blow.
Success is failure turned inside out-
The silver tint of the clouds of doubt-
And you may never can tell how close you are,
It may be near when it seems afar;
So stick to the fight when you’re hardest hit-
It’s when things seem worse that YOU MUSN’T QUIT.
Deixaram-me uma carta neste meio virtual que nos faz perder a noção de espaço e tempo. M., as tuas palavras são, como sempre, certeiras, por saberes o que é conviver com uma alma tão dividida como apaixonada, pelo mundo, pela vida, pelo pensamento, atormentada por dúvidas e incertezas, sedenta de saber e querer mais, talvez curiosa demais mas nunca temerosa. Mais uma vez, fizeste-me parar e pensar. Graças a ti decido escrever, desta vez em agradecimento a todos os que, como tu, me deixaram fazer parte da vida deles, pequenos pedaços de existências tão diferentes que, quando agregadas, fazem de mim uma pessoa cada vez mais completa.
Mudei muito nos últimos tempos. Mais do que esperava. Deixei de beber do negrume da minha alma para perceber que é das histórias partilhadas em momentos, sempre únicos, sempre especiais, que me inspiro, que ganho forças para me levantar da cama e sentir a brisa dos dias cada vez mais frios. Olho pela janela e vejo o verde de um jardim que se prepara para dormir. Mas a vida, tal como o tempo, nunca pára, abranda, espera, ganha forças, recupera. Lentamente, enfrento demónios antigos. Sem medo. Percebi, finalmente, que não estou sozinho, pelas palavras, pelos toques, pelos olhares, pela compreensão silenciosa. Quem gosta não julga; quem julga não interessa, não pode fazer parte. Preencho as lacunas da memória com palavras e imagens. Quero registar tudo. Quero lembrar-me de tudo. Quero que os momentos vivam para sempre, em zeros e uns, em fibras de celulose condenadas a perecer.
É no reflexo do vosso olhar que existo de verdade, quando a máscara cai e, despidas de pudores, as nossas almas se encontram.
Deixei de ter medo de ser quem sou, revelo-me lentamente ao mundo. Procuro reflexos do meu corpo em almas distantes de traços distintos, ténues como o nevoeiro que se desvanece com o calor da manhã. O silêncio da noite observa acolhedor a caçada que começa, em trilhos escondidos pelo breu da ignorância. Numa clareira perdida, a presa refastela-se com predadores incautos, pela astúcia de quem já nasceu velho.
Podíamos ter sido um em tempos. Sou atraiçoado por memórias que teimam em não partir, por temerem o triste destino do vazio, receptáculo de emoções desprovidas de sentimentos.
É quando o sol desce no horizonte que se revelam as verdades, baixamos os olhos na vergonha silenciosa, que nos permite ser perecíveis sem sabermos bem porque paramos de tentar saber mais sobre a necessidade de nos envolvermos. Sussurras no meu ouvido as palavras que incendeiam o coração, dormente por não bater durante tantos anos.
É da violência que nasce o grito criativo de emoções trancadas a sete chaves, num baú de cristal tão transparente como os teus olhos cor da terra, que se desviam dos meus pelo medo de desapontar quem não se dá a conhecer. As conversas sucedem-se sem parar.